A Rede

A Rede Terra Viva é um empreendimento de economia solidária que estabelece alianças entre produtores e consumidores de alimentos e produtos que respeitam a saúde, as relações humanas e o meio ambiente.

Em quase dez anos de existência, a Terra Viva vem fortalecendo suas bases e se reformando para proporcionar cada vez mais benefícios às pessoas envolvidas, sejam elas consumidores, produtores ou colaboradores.

Nossos principais objetivos são:

  1. Incentivar a integração entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva e de consumo de produtos agroecológicos, orgânicos e artesanais;
  2. Oferecer produtos saudáveis, isentos de insumos químicos;
  3. Regionalizar a produção e comércio desses produtos;
  4. Praticar a economia solidária em uma organização em rede autogestionada;
  5. Implementar sistema de controle participativo da produção e proporcionar formação e assessoria técnica aos produtores em transição agroecológica;
  6. Promover o uso saudável dos bens naturais;
  7. Reciclar resíduos, reduzindo o emprego e consumo de recursos não renováveis.


PRODUTOS

Os produtos que ofertamos – fruto do trabalho de associações, cooperativas, assentamentos, e agricultores familiares e urbanos – são categorizados da seguinte forma:

 > Alimentos Agroecológicos:

Alimentos produzidos sem agrotóxicos, com respeito ao ambiente, aos trabalhadores e à saúde do consumidor. A produção agroecológica valoriza a biodiversidade e contempla o cuidado com as sementes, o solo, a água e o ar, bem como o manejo dos resíduos e os procedimentos de pós-produção, envase, processamento, armazenamento, transporte e comercialização. A qualidade dos produtos é garantida por meio dos mecanismos de controle da Rede Terra Viva, em parceria com a REDE de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas (http://www.redemg.org.br), organização referência há quase 30 anos na Região Metropolitana em acompanhamento técnico agroecológico a agricultores/as, urbanos e rurais, que buscam uma produção livre de sementes transgênicas, adubos químicos e defensivos, mas que ao mesmo tempo não conseguem acessar os processos de certificação orgânica. Ou ainda, que simplesmente optam por fortalecer a valorização dos alimentos saudáveis que não possuem o selo oficial do governo, uma prerrogativa que reverbera cada vez mais entre os movimentos sociais de apoio à Agroecologia, como estratégia para maior disseminação de uma gama enorme de produtos limpos, que dificilmente conseguiriam vencer as dificuldades logísticas para acessar um mercado que, apesar de crescente, ainda é muito restrito a uma pequena parcela da população urbana.

Ou seja, a Agroecologia é a forma de se retirar o alimento saudável da condição atual de refém de um mercado voltado exclusivamente para as classes sociais mais privilegiadas, e de torná-lo mais acessível a uma parcela maior da população, que, para fins de exemplificação, não quer pagar R$ 1 em um alface completamente contaminada por uma infinidade de substâncias químicas que invariavelmente levarão à ocorrência de um câncer no futuro (gerando gastos expressivos em tratamentos médicos e remédios – curiosamente fabricados pelas mesmas indústrias que produzem os agrotóxicos), porém não podem pagar R$ 3 em um alface com selo orgânico oficial. O meio termo é exatamente o alface agroecológico de R$ 2 ou R$ 2,50.

 > Alimentos Orgânicos:

Produtos que atendem a um conjunto de regras e procedimentos, adotados por uma entidade certificadora que dá garantia de que o processo produtivo foi metodicamente avaliado e está em conformidade com as normas de produção orgânica vigentes. O produto orgânico Brasileiro, exceto aquele vendido diretamente pelos agricultores familiares, deverá usar o selo do SisOrg – Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica.

 > Alimentos Artesanais:

Alimentos e produtos artesanais cujos ingredientes não necessariamente têm origem orgânica ou agroecológica. Em contrapartida, seu modo de produção baseado em saberes ancestrais – valorizando a cultura popular – oferece ao consumidor uma consciência palpável sobre a cadeia produtiva.

 > Produtos Naturais de Saúde, Higiene e Beleza:

São produtos processados a partir de plantas diversas, sobretudo do Cerrado, para a confecção de sabonetes, shampoos, cremes dentais, desodorantes, tinturas, pomadas, cremes e temperos – como é o caso do Ervanário São Francisco e da Consciência do Cerrado – além de itens artesanais pensados para atender ao universo intimo feminino – La Pachamama

> Artesanatos:

A Terra Viva sempre foi e sempre será uma feira prioritariamente de alimentos saudáveis. No entanto, acreditamos que iniciativas de artesanatos que tenham um olhar mais cuidadoso em relação à natureza devem ser apoiadas. Assim, nossos poucos artesãos trabalham com coleta sustentável de sementes e reciclagem de materiais. Além disso, com nossa última mudança de sede, o setor de artesanatos da feira recebeu o valioso reforço do trabalho da Associação Suricato, cujo show room é a casa onde funciona a feira, o Espaço Suricato. Vale a pena conhecer!

> Materiais de Conscientização:

A Terra Viva não é apenas um ponto de venda de produtos diferenciados. Acreditamos que temos uma missão importante no processo de formação do público, e para isso contamos com a importante participação de coletivos que têm buscado um trabalho mais amplo e consistente no sentido de dar algumas dicas às pessoas sobre como serem ativistas de um mundo melhor, usando simplesmente o enorme poder que cada um possui enquanto consumidor.

Controle da Produção
Rede Terra Viva

Para garantir a transparência na oferta de alimentos e produtos saudáveis a Rede Terra Viva realiza um importante trabalho de controle social em conjunto com produtores, consumidores, colaboradores e técnicos parceiros.

Esse trabalho envolve o acompanhamento periódico das propriedades junto aos produtores, de maneira a conhecer a procedência dos produtos e contribuir na proposição de mudanças para a melhoria da saúde dos cultivos, dos trabalhadores e do ambiente. Os produtores da Terra Viva estão abertos a receber em suas propriedades consumidores interessados em conhecer os trabalhos.

Consideramos de extrema importância a formação contínua de todos os envolvidos, de forma que os alimentos e produtos sejam considerados não apenas positivos para a saúde do consumidor e de sua família, mas também parte de uma transformação mais ampla no sentido da construção de um mundo melhor, uma vez que a Terra Viva vem se consolidando como um movimento social de resistência pacífica ao agronegócio – que destrói o meio ambiente e coloca venenos invisíveis nas mesas da população. Esse processo se dá na medida em que a Rede estimula e pratica relações mais saudáveis entre o ser humano e o planeta que nos acolhe, bem como entre produtores e consumidores, desconstruindo as relações exploratórias das cadeias produtivas convencionais. Tudo isso só é possível graças a uma crescente mudança de atitude dos consumidores que se conscientizam que investir em alimentos de qualidade no presente é poupar em remédios e tratamentos médicos no futuro.

Assim sendo, a Rede Terra Viva incentiva e promove espaços de formação para que conhecimentos, sementes e mudas possam ser trocados, além de experiências que contribuam para a resolução de dificuldades na produção ou comercialização dos produtos. Tais espaços de formação são organizados, principalmente, pela Articulação Metropolitana de Agricultura Urbana (AMAU) da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

Organização Interna para Tomada de Decisões:

A Rede Terra Viva possui uma instância máxima de tomada de decisões, chamada “Encontro Vivo”, uma espécie de Assembléia Geral com participação de produtores, consumidores, colaboradores e Conselho Gestor – instância  na qual são tomadas as decisões executivas do dia-a-dia da rede.  .

O Conselho Gestor Terra Viva equivale a um Conselho Consultivo Estratégico e delibera decisões importantes que não podem esperar o próximo Encontro Vivo. Ele é composto pelas seguintes pessoas:

Luciana Lopes e Cynthia Camargo – Coordenação Administrativa 

Carolina de Moura Campos (4 Cantos do Mundo) – Coordenação de Apoio Institucional e Consultoria 

Luana Dayrell e Lorena Anahi – Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas – Coordenação de Assessoria Técnica em Agroecologia

Tatiana Pimentel Fisher – Coordenação Cultural

Fernando Rangel – Coordenação de Comunicação e Execução

 

3 comentários sobre “A Rede

  1. simone disse:

    oi amigos da rede fiquei realmente emociada ao ler novamente estas palavras me fizeram acreditar em mim mesma e no mundo que estamos criando para nós… amo muito cada um de nós…sempre…. na fé…. simone

  2. Antonio Ribeiro disse:

    Olá,
    passei por aqui para desejar a todos um feliz 2014, que nossos sonhos se realizem, e que nossa luta por um mundo melhor continue sempre ativa.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s